• Pregação 23/2 Manhã

    Texto Mc 2:1-12

    Introdução:

    – Texto presente em Mateus, Marcos e Lucas.. Geralmente os textos de Mateus e de Lucas são mais detalhistas, mas nesse caso é Marcos que descreve melhor.

    – Uma igreja com problemas no teto não é exclusividade da Igreja em São Francisco! Tetos são importantes e nós vamos consertar o nosso, mas é interessante que nós servimos um Deus que gosta que nós olhemos para cima, para ver as estrelas!

    – Esse texto também mostra uma coisa interessante: a igreja sempre se adaptar em função do que Jesus está fazendo, e não o contrário! A Igreja, na verdade, está sempre pronta para mudar!

    1 – Sempre é necessário que alguém abra a sua casa para Jesus

    – texto diz que ele estava em casa. Pelo contexto de Lucas e Mateus vemos que não era a casa dele (que era em Nazaré)

    –  Célula é algo que realmente dá resultado

    – mas abrir a casa para Jesus é mais do que ter ou frequentar uma célula. É abrir a vida para Ele e para quem vier junto. A missão começa sempre dentro de nós.

    2 – há uma dica da vida cristã nessa passagem. Ela não está na Bíblia ‘a toa’.

    – uma das disciplinas espirituais é sempre buscar ouvir e aprender de Jesus. Os crentes sempre leem e estudam a Bíblia, por crer que Deus fala através dela. É a segunda disciplina espiritual mais importante. Aquelas pessoas se ajuntaram para ouvir Jesus falar.

    – outra das disciplinas espirituais é servir ao próximo. Cristianismo sem obras e sem serviço é como fake news: pode até causar alvoroço, mas não se sustenta. Não muda a realidade. Aqueles homens resolveram ajudar o próximo.

    – mas a disciplina espiritual mais importante é levar as situações até Deus. É orar! A oração rompe os telhados… quebra o céu de bronze. O que aqueles homens fizeram foi assumir o compromisso de oração de levar a causa do amigo diante de Deus.

    3 – Os pecados nos impedem de caminhar

    – Jesus viu a situação do paralítico, e Lucas diz que o poder de Deus estava ali com Ele para fazer curas. Mas ao invés de curar imediatamente, declarou perdão dos pecados

    – Quando Jesus diz que o filho do homem tem poder para perdoar pecados ele está mudando o que se costuma pensar sobre o pecado: não é um problema para Deus, é um problema para nós mesmos.

    – o pecado te impede de caminhar. É um fardo pesado demais. Precisou de 4 pessoas para segurar. A cura da paralisia aqui não é só um milagre: é uma mensagem: o fardo de Jesus é bem mais leve, e ele emancipa, libera, promove, melhora as pessoas.

    Conclusão

    – Toda vez que trilhamos o caminho das disciplinas espirituais milagres acontecem

    – Deus não está exatamente preocupado com seu pecado. O filho do homem conseguiu resolver esse problema. Deus está preocupado com você. Tem muita coisa paralisada em nós que precisa ser levada até Jesus pelas vias da oração que rompe limites e tetos.

  • BIS 23/2

    —| Avisos | —

    • Convocação para Concílio Extraordinário dia 9/3 após o culto da manhã.  Pauta única: criação dos ministérios de expansão missionária e de Culto e Adoração
    • Domingo que vem, Carnaval, não haverá culto a noite, e de manhã teremos breve devocional, seguida de mutirão para manutenção da igreja e um almoço comunitário.
    • ceia dia 9

    —| Aniversariantes | —

    24 – Angela Falconi

    24 – Isabel Porto

    25 – Cauan

    25 – Maria das Graças Ribeiro

    26 – Liliane Ralha Brito

    —| Atividades da Igreja | —

    • Cultos somente aos domingos, 10h e 19h.
    • Reunião de oração terças às 8:30

    —| Entrada de Membros | —

    Não Houve

    —| Saída de Membros | —

    Não houve

  • BIS 16/2

    —| Avisos | —

    • Pr. Artur não estará na igreja pela manhã. Fez uma brevíssima viagem com a esposa para Região dos Lagos e não daria tempo de chegar para o culto. A noite estará normalmente na igreja.
    • Irmãos José Carlos e William estiveram sábado na igreja fazendo alguns reparos e manutenção no forro e na calha.
    • No culto da noite teremos recebimento de novos membros!

    —| Aniversariantes | —

    Não há

    —| Atividades da Igreja | —

    • Cultos somente aos domingos, 10h e 19h.
    • Reunião de oração terças às 8:30

    —| Entrada de Membros | —

    • Jefferson
    • Nathalia

    —| Saída de Membros | —

    Não houve

  • Pregação 16/2 Noite

    Texto: Lc 12:16-21

    Introdução:

    • Texto só presente só em Lucas. Semana passada preguei em João.
      João é o evangelho da tensão entre temas teológicos, como letra x
      Espírito; judeus x gentios; etc. São os problemas de pessoas da igreja. Já Lucas é o evangelho da tensão entre temas do dia a dia: são
      problemas das pessoas, sejam da igreja ou não.
    • Duas semanas atrás eu preguei sobre a parabola da dracma perdida. A comparação com esse texto é inevitável:
      • lá era mulher; aqui, homem
      • lá uma pessoa do povo; aqui um proprietário de terras
      • lá havia uma situação de falta; aqui há uma situação de abundância.
      • lá Deus louva a disposição para trabalhar; aqui Deus condena a ideia de parar de trabalhar.
    • o contexto do texto, como sempre acontece em Lucas, é um problema da vida real, uma herança, mas Jesus não está só falando de herança. Deus nos ensina nas coisas comuns do dia a dia.

    1 – muito sem Deus, é pouco

    • o problema da parábola não é o dinheiro ou as propriedades: é a falta da verdadeira riqueza.
    • veja que ele não tinha amigos para conversar sobre o que fazer, nem pessoas para chamar para com ele se alegrar. Ele, diferente da mulher que perdeu a dracma, era uma pessoa só.
    • ele era rico, mas era pobre do que importava: a riqueza com Deus é a sua presença e a presença do próximo

    2 – Há riquezas que aproximam e pobreza que afastam… e vice versa

    • agora não falo de dinheiro, mas dos talentos e dons que Deus nos dá. Como você usa essas coisas? Você aproxima as pessoas ou afasta as pessoas?
    • aquele homem queria usar o que Deus deu só para si. E Jesus chama ele de louco! Um dia vamos prestar conta das ‘riquezas’ que Deus nos deu.

    3 – É uma parábola sobre igrejas e pastores também!

    • há igrejas que tem muitos membros, mas os pastores não se preocupam com eles.
    • eu tenho muito zelo pelo que Deus deixou para cuidar. Nós na verdade não somos donos, somos mordomos.
    • essa palavra é sobre alguém que não soube organizar o que Deus deu e o que ia dar. A gente não destrói celeiros.

    Conclusão

    • o pouco com Deus é o bastante.
    • esta igreja é como um celeiro que tentaram destruir. Mas Deus não deixou!
  • Pregação 16/2 Manhã

    Texto: Ez 11: 14-22

    Promessa de Restauração

    Característica de um processo de tomada/
    ocupação:

    V.15 – Apartai-vos para longe .. “esta terra
    agora é minha, ela me foi dada”.

    Promessa de Deus:

    1 – Sua Presença – “Onde vocês estiverem,
    Eu alí estarei com vocês” (v.16)

    2 – Reajuntamento – “lhes trarei de volta”
    (v.17)

    3 – Reconstrução:

    O processo de reconstrução daquele lugar

    de adoração, processo de
    reestabelecimento da cultura do Reino,
    traz consigo algumas bênçãos (mas que
    são também responsabilidades):

    3.1 – Limpeza /Santificação – “tirarão os
    ídolos” (v.18)

    3.2 – Unidade de coração – comunhão com
    Deus e uns com os outros (v.19)

    3.3 – Testemunho fiel – para que andem,
    guardem e executem os meus juízos –
    Deus (v.20).

  • BIS 9/2

    —| Avisos | —

    – Hoje tem concílio depois do culto da noite

    – Ar Condicionado reinstalado após furto da tubulação. Custo de R$ 1.400 + 2 de 550.

    —| Aniversariantes | —

    3/2 – Alexandre Moreira

    4/2 – Sandra Cositorto

    6/2 – Lucas Herculano

    7/2 – Beatriz Maia

    7/2 – Maria Delcy

    8/2 – Letícia Alencar

    10/2 – Yasmin Ramos

    14/2 – Leiziane Farias

    —| Atividades da Igreja | —

    – Cultos somente aos domingos, 10h e 19h.

    – Reunião de oração terças às 8:30

    —| Entrada de Membros | —

    – Alexandre Moreira

    – Malena Faria

    – João Felipe Faria

    – Luiz Gabriel Faria

    – Adailza Coutinho

    – João Pedro Souza

    – José Henrique Souza

    – Luiz Felipe Souza

    —| Saída de Membros | —

    – Valdea Ferreira (Transf) > Esposa Pr. Luiz Claudio

  • Pregação 2/2 Manhã

    Texto: Lc 15:8-10

    Introdução

    – Texto está presente somente em Lucas

    – É um capítulo de 3 parábolas: 100ª ovelha, Dracma perdida e Filho Pródigo… todas sobre perdas e reencontros.

    – Essa é uma parábola só de mulheres!

    – O ponto em comum é que os personagens ‘dão falta’ de algo que não deveria ter sido perdido.

    1 – O Valor da Dracma.

    – No contexto, era uma mulher comum do povo, de uma família de trabalhadores.

    – A dracma era o valor do salário de um dia de trabalho. Hoje seria algo perto de R$ 75,00 (1500/20)

    – Possivelmente as 10 dracmas eram a economia da família. Também pode ser o caso de que se tratava de um colar de 10 dracmas ‘costuradas’, como uma joia de família que foi dada como dote, mas que perdeu uma das ‘pedras’.

    – Não se tratava apenas de dinheiro… aquela dracma em especial era bem importante.

    2 – A diligência da procura

    – Diligência, zelo, cuidado, etc, estão sempre presentes na vida do cristão. O cristão é alguém que se importa. (alias, orar é aprender a se importar, mas esse é outro assunto).

    – Estudos arqueológicos costumeiramente acham moedas nas frestas das pedras dos chãos de casas, o que dá a entender que era algo mais ou menos comum essas moedas caírem e se perderem.

    – A mulher teve que ‘arrumar’ a casa para achar. As coisas de Deus não se fazem de qualquer jeito. Quem se importa, se organiza.

    – Ela trouxe Luz para a sua vida… preferiu ver, inclusive, o que não era tão bonito, para poder achar o que era importante.

    3 – A Alegria do Reencontro

    – Cristianismo é a religião do ‘Desfazer o mal’. É o nosso ‘gol!’. É o que nos faz feliz. No tripé teológico da encarnação-crucificação-ressurreição, o último é a manifestação que Deus desfez a morte! Aqui na parábola temos que a mulher ‘desfez a perda’, ou ainda, ‘desfez a falta’.

    – Cristianismo é religião comunitária. O pão é nosso. O pai é nosso. E a alegria é nossa também!

    Conclusão

    – Deus quer que você dê falta também. Que se importe e procure pelos outros que estão perdidos/distantes.

    – Deus quer que você dê falta, se importe e procure pela presença dEle!

  • Pregação 2/2 Noite

    Texto Lc 24:13-33

    Introdução

    – Texto só presente em Lucas

    – É um dos textos de testemunhas da ressurreição do Senhor durante os 40 dias em que Ele esteve entre nós depois de ressucitar.

    1 – Eles estavam no Caminho, mas na direção errada

    – A expressão estar no caminho, ir pelo caminho, ser do caminho, etc era usada já nos tempos bíblicos para um sinônimo de ser seguidor de Cristo. De maneira geral, a ideia é que estamos indo com o Senhor, no caminho para Jerusalém. A diferença é que eles estavam se afastando de Jerusalém, tanto da física quanto da espiritual.

    – É impressionante como quem é crente sempre está conversando sobre Jesus. Mesmo tristes, a discussão era sobre Jesus.

    – O bom de estar no caminho é que sempre é lugar de encontrar o Senhor!

    2 – Nem sempre estar no Caminho garante saber o Caminho

    – Eles não estavam acreditando nas testemunhas da ressurreição. Não deram atenção para as mulheres nem para Pedro.

    – Também não haviam entendido as profecias. Não estavam dando a devida atenção e temo para a palavra de Deus.

    – Pior: Não reconheceram o Senhor assim que o viram. Demorou para que entendessem com quem estavam falando

    – Eles estavam ‘perdidos na casa do Pai’.

    3 – O partir do Pão em comunidade revela o Senhor!

    – Note que a palavra ardia no coração… mas ainda não tinham visto que era o Senhor.

    – Perceba também que o ensino da bíblia traz paz para a alma. Eles já não discutiam… mas ainda não tinham visto que era o Senhor.

    – Foi o desejo de realmente querer mais, de constranger a Jesus para ficar com eles que levou o Senhor a se revelar no partir do Pão.

    É preciso querer a partilha pão, ou seja, querer momentos de comunhão com o Senhor e com os irmãos.

    Conclusão

    – Tem horas que Deus pede para a gente ir. Tem horas que pede para a gente voltar. Aqueles discípulos estavam sem saber direito discernir a vontade do Senhor e foi o partir do Pão que deixou claro a direção correta: deveriam voltar para Jerusalém.

    – Deus sempre está onde o povo dele se reune… e o povo dele sempre acaba se reunindo onde Deus está!

  • Pregação 9/2 Manhã

    Texto Jo 3:1-10

    Introdução:

    – Texto só presente só em João. Aliás, o personagem Nicodemus também só está em João. Há quem diga que é um codinome, uma referência. Era um nome grego, algo como ‘vencedor do povo’, talvez um título.

    – Nicodemus e José de Arimatea são os casos de seguidores de Cristo entre os fariseus ricos. Havia outros, mas esses foram os mais conhecidos.

    – O evangelho de João traz essa tensão entre judeus e gregos, entre conhecimento e experiência, entre a letra e o Espírito. Se olhar direto, são coisas que ainda hoje a igreja vive.

    1 – O Reino só é visto pelo lado de dentro.

    – é preciso experimentar o Reino, para depois começar a  entende-lo.

    – A gente as vezes olha, e não vê. Na verdade, nós temos um ‘filtro’ nos olhos. Os olhos são a lâmpada do corpo, no sentido de que é por eles que a luz entra em nós. Olhos ‘bons’ fazem uma alma boa.

    – O Reino de Deus muda o nosso olhar. Muda o filtro. Muda as coisas com as quais importamos. Ao experimentar Deus no convívio de pessoas passamos a ver Deus nas pessoas, por que para Deus são as pessoas que importam.

    2 – Só há duas possibilidades de viver no mundo: fechado na carne ou aberto para o Espírito.

    – Há coisas e comportamentos nascidos da carne, que só são carne, mesmo. Podem até parecer importantes, mas o fruto é nos fechar em nós mesmos, e nos afastar de Deus e de maneira significativa do próximo.

    – Há coisas e comportamentos nascidos do Espírito. Algumas podem até parecer loucura para as pessoas, mas o fruto delas é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.

    – Uma das grandes dificuldades da igreja é discernir. É difícil, mesmo. Às vezes por não estarmos treinados para ver corretamente, às vezes por que o nosso coração é enganoso.

    – Nicodemus sabia que algo não estava certo entre os fariseus. Aquela sensação se conforto, mas estranha. Ao mesmo tempo, com Jesus havia Paz no coração, mas desconforto. O Reino de Deus é assim: testifica com as coisas do Espírito, mas se incomoda com as coisas da carne.

    3 – É difícil entender, mesmo.

    – Coisas ruins acontecem com pessoas boas. Coisas boas acontecem com pessoas ruins.

    – Mesmo igrejas abençoadas podem passar por grandes lutas. Nós também.

    – Todo dia é dia de se ‘converter’. Todo dia é dia de se entregar. Todo dia e dia de se esforçar.

    – Nicodemus achava que tinha resposta para tudo, mas não tinha. E a resposta de Jesus não foi que o problema era ser mestre: era a dificuldade de recomeçar. E não é só ter um ‘novo começo’, mas principalmente uma nova direção.

    Conclusão

    – essa igreja começou com um Rol de Membros de 7 pessoas. O primeiro concílio teve 9 pessoas. Fez desde então muitas coisas. Deus foi bom para essa igreja. Mas como tudo na vida, houve problemas também. Mas a igreja permaneceu!

    – Todos com quem eu falo sobre a igreja agem um pouco como Nicodemus: Como é possível começar de novo? Como voltar para a casinha? Deus vai fazer!

    – Jesus não jogou fora Nicodemus. Algo novo foi feito, a partir do que já havia.

  • Pregação 9/2 Noite

    Texto Jo 21:1-17

    Introdução:

    – Texto só presente só em João. Os outros evangelhos narram a ressurreição, mas João é o que dá mais detalhes sobre o tempo em que o Senhor permaneceu na terra após ressuscitar.

    – Esse texto faz ‘dobradinha’ com o texto de Lucas 24. É a mesma ideia, mas o foco um pouco diferente.

    – João relata Jesus revisitando algumas das atividades que havia feito com os discípulos. Mas ele não apenas repete o que já tinha feito. Ele traz coisas novas. É um pouco como vir ao culto no domingo, depois de ter vindo no domingo passado. É uma proposta de caminhada cristã.

    1 – Jesus refaz a pesca miraculosa

    – Em Lc 5 temos o relato de Jesus pregando no barco de Pedro. É passagem conhecida. Não haviam pescado nada, mas depois da palavra de Jesus, a rede se encheu de peixes. É um milagre que trouxe sustento e prosperidade, mas também apontava para o ministério dos discípulos. Eles seriam pescadores de homens.

    – dessa vez a situação é parecida. Tinha sido uma pesca infrutífera, mas debaixo da palavra de Jesus, ele lançaram novamente as redes, e pegaram 153 peixes grandes. Novamente Jesus mostrava que o sustento dos discípulos era algo com que Deus se importava.

    – Mas há diferenças… dessa vez a rede não rompe. E mais importante: os discípulos reconheceram que era o Senhor. Como é bom olhar para algo na igreja e ver que é Deus agindo! A Igreja é o lugar onde dizemos uns para os outros: É o Senhor!

    2 – Jesus refaz o partir do pão.

    – Na última ceia, em Jo 13, vemos Jesus querendo muito ter um momento com os discípulos. É quando ele estabelece a nova aliança. Mas é também quando Ele foi traído.

    – Dessa vez temos também uma ceia e o partir do pão, mas há diferenças: foi o Senhor que preparou, e não os discípulos. Dessa vez não há a tensão com a proximidade da cruz. Não era mais a última ceia: era a primeira de muitas outras.

    – A gente vem todo domingo à igreja porque sabemos que vamos ser recebidos, alimentados e somos desejados. Mas não só isso: nós mesmos trazemos os peixes que pescamos e juntamos com o que o Senhor já tinha. A igreja não é uma relação vertical: somos todos iguais aqui, e nós precisamos uns dos outros. É muito bom poder contribuir um pouco com o que Deus faz!

    3 – Jesus refaz o testemunho de Pedro.

    – também é passagem conhecida: Pedro nega a Cristo 3 vezes no cap. 18 de João. Ele achava que jamais deixaria Jesus. Achava que estava pronto para morrer por Cristo. Mas nem sempre as coisas saem do jeito que a gente quer.

    – Jesus pergunta a Pedro 3 vezes se ele o amava. Jesus não precisava ouvir… Ele sabia do coração de Pedro. Mas era Pedro que precisava falar!

    (Às vezes a gente quer lançar no rosto os erros das pessoas. Mas isso raramente ajuda. Não satisfaz o ofendido e não traz quem ofendeu ao arrependimento)

    – A Igreja é lugar de perdão. Aqui a gente pede perdão a Deus por nossas falhas e se ‘arruma’ por dentro. Mas também pede perdão aos irmãos também. Pedro tinha falhado. Era líder e não tinha honrado suas responsabilidades. Mas Deus criou um ambiente, o ambiente da igreja, no qual nos arrumamos uns com os outros também. Pedro agora podia olhar nos olhos dos outros e se sentir amado novamente.

    Conclusão

    – Gosto muito desse texto. Não é o Jesus das multidões aqui. É o Jesus da igreja. O Jesus que conhece os bastidores. O Jesus dos concílios! O Jesus sem maquiagem. O Jesus das horas difíceis. É o Jesus de quem está aprendendo a ter maturidade na vida cristã.

    – O texto não faz referência direta, mas como já falei, é uma proposta de igreja que temos aqui. Uma igreja que vai atrás de quem está meio desanimado. Que o Senhor é revelado nos cultos. Que servimos e somos servidos. E que perdoa e é perdoada. Não é a igreja do barulho. Não é a igreja que promete todo culto a melhor semana da sua vida. É a igreja que vai com você, o resto da sua vida.

    – João foi muito feliz em escolher como ‘acabar’ esse episódio. Ele termina com Jesus andando com os discípulos. Deus anda conosco!