Categoria: Pregação

  • Pregação 2/2 Manhã

    Texto: Lc 15:8-10

    Introdução

    – Texto está presente somente em Lucas

    – É um capítulo de 3 parábolas: 100ª ovelha, Dracma perdida e Filho Pródigo… todas sobre perdas e reencontros.

    – Essa é uma parábola só de mulheres!

    – O ponto em comum é que os personagens ‘dão falta’ de algo que não deveria ter sido perdido.

    1 – O Valor da Dracma.

    – No contexto, era uma mulher comum do povo, de uma família de trabalhadores.

    – A dracma era o valor do salário de um dia de trabalho. Hoje seria algo perto de R$ 75,00 (1500/20)

    – Possivelmente as 10 dracmas eram a economia da família. Também pode ser o caso de que se tratava de um colar de 10 dracmas ‘costuradas’, como uma joia de família que foi dada como dote, mas que perdeu uma das ‘pedras’.

    – Não se tratava apenas de dinheiro… aquela dracma em especial era bem importante.

    2 – A diligência da procura

    – Diligência, zelo, cuidado, etc, estão sempre presentes na vida do cristão. O cristão é alguém que se importa. (alias, orar é aprender a se importar, mas esse é outro assunto).

    – Estudos arqueológicos costumeiramente acham moedas nas frestas das pedras dos chãos de casas, o que dá a entender que era algo mais ou menos comum essas moedas caírem e se perderem.

    – A mulher teve que ‘arrumar’ a casa para achar. As coisas de Deus não se fazem de qualquer jeito. Quem se importa, se organiza.

    – Ela trouxe Luz para a sua vida… preferiu ver, inclusive, o que não era tão bonito, para poder achar o que era importante.

    3 – A Alegria do Reencontro

    – Cristianismo é a religião do ‘Desfazer o mal’. É o nosso ‘gol!’. É o que nos faz feliz. No tripé teológico da encarnação-crucificação-ressurreição, o último é a manifestação que Deus desfez a morte! Aqui na parábola temos que a mulher ‘desfez a perda’, ou ainda, ‘desfez a falta’.

    – Cristianismo é religião comunitária. O pão é nosso. O pai é nosso. E a alegria é nossa também!

    Conclusão

    – Deus quer que você dê falta também. Que se importe e procure pelos outros que estão perdidos/distantes.

    – Deus quer que você dê falta, se importe e procure pela presença dEle!

  • Pregação 2/2 Noite

    Texto Lc 24:13-33

    Introdução

    – Texto só presente em Lucas

    – É um dos textos de testemunhas da ressurreição do Senhor durante os 40 dias em que Ele esteve entre nós depois de ressucitar.

    1 – Eles estavam no Caminho, mas na direção errada

    – A expressão estar no caminho, ir pelo caminho, ser do caminho, etc era usada já nos tempos bíblicos para um sinônimo de ser seguidor de Cristo. De maneira geral, a ideia é que estamos indo com o Senhor, no caminho para Jerusalém. A diferença é que eles estavam se afastando de Jerusalém, tanto da física quanto da espiritual.

    – É impressionante como quem é crente sempre está conversando sobre Jesus. Mesmo tristes, a discussão era sobre Jesus.

    – O bom de estar no caminho é que sempre é lugar de encontrar o Senhor!

    2 – Nem sempre estar no Caminho garante saber o Caminho

    – Eles não estavam acreditando nas testemunhas da ressurreição. Não deram atenção para as mulheres nem para Pedro.

    – Também não haviam entendido as profecias. Não estavam dando a devida atenção e temo para a palavra de Deus.

    – Pior: Não reconheceram o Senhor assim que o viram. Demorou para que entendessem com quem estavam falando

    – Eles estavam ‘perdidos na casa do Pai’.

    3 – O partir do Pão em comunidade revela o Senhor!

    – Note que a palavra ardia no coração… mas ainda não tinham visto que era o Senhor.

    – Perceba também que o ensino da bíblia traz paz para a alma. Eles já não discutiam… mas ainda não tinham visto que era o Senhor.

    – Foi o desejo de realmente querer mais, de constranger a Jesus para ficar com eles que levou o Senhor a se revelar no partir do Pão.

    É preciso querer a partilha pão, ou seja, querer momentos de comunhão com o Senhor e com os irmãos.

    Conclusão

    – Tem horas que Deus pede para a gente ir. Tem horas que pede para a gente voltar. Aqueles discípulos estavam sem saber direito discernir a vontade do Senhor e foi o partir do Pão que deixou claro a direção correta: deveriam voltar para Jerusalém.

    – Deus sempre está onde o povo dele se reune… e o povo dele sempre acaba se reunindo onde Deus está!

  • Pregação 9/2 Manhã

    Texto Jo 3:1-10

    Introdução:

    – Texto só presente só em João. Aliás, o personagem Nicodemus também só está em João. Há quem diga que é um codinome, uma referência. Era um nome grego, algo como ‘vencedor do povo’, talvez um título.

    – Nicodemus e José de Arimatea são os casos de seguidores de Cristo entre os fariseus ricos. Havia outros, mas esses foram os mais conhecidos.

    – O evangelho de João traz essa tensão entre judeus e gregos, entre conhecimento e experiência, entre a letra e o Espírito. Se olhar direto, são coisas que ainda hoje a igreja vive.

    1 – O Reino só é visto pelo lado de dentro.

    – é preciso experimentar o Reino, para depois começar a  entende-lo.

    – A gente as vezes olha, e não vê. Na verdade, nós temos um ‘filtro’ nos olhos. Os olhos são a lâmpada do corpo, no sentido de que é por eles que a luz entra em nós. Olhos ‘bons’ fazem uma alma boa.

    – O Reino de Deus muda o nosso olhar. Muda o filtro. Muda as coisas com as quais importamos. Ao experimentar Deus no convívio de pessoas passamos a ver Deus nas pessoas, por que para Deus são as pessoas que importam.

    2 – Só há duas possibilidades de viver no mundo: fechado na carne ou aberto para o Espírito.

    – Há coisas e comportamentos nascidos da carne, que só são carne, mesmo. Podem até parecer importantes, mas o fruto é nos fechar em nós mesmos, e nos afastar de Deus e de maneira significativa do próximo.

    – Há coisas e comportamentos nascidos do Espírito. Algumas podem até parecer loucura para as pessoas, mas o fruto delas é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.

    – Uma das grandes dificuldades da igreja é discernir. É difícil, mesmo. Às vezes por não estarmos treinados para ver corretamente, às vezes por que o nosso coração é enganoso.

    – Nicodemus sabia que algo não estava certo entre os fariseus. Aquela sensação se conforto, mas estranha. Ao mesmo tempo, com Jesus havia Paz no coração, mas desconforto. O Reino de Deus é assim: testifica com as coisas do Espírito, mas se incomoda com as coisas da carne.

    3 – É difícil entender, mesmo.

    – Coisas ruins acontecem com pessoas boas. Coisas boas acontecem com pessoas ruins.

    – Mesmo igrejas abençoadas podem passar por grandes lutas. Nós também.

    – Todo dia é dia de se ‘converter’. Todo dia é dia de se entregar. Todo dia e dia de se esforçar.

    – Nicodemus achava que tinha resposta para tudo, mas não tinha. E a resposta de Jesus não foi que o problema era ser mestre: era a dificuldade de recomeçar. E não é só ter um ‘novo começo’, mas principalmente uma nova direção.

    Conclusão

    – essa igreja começou com um Rol de Membros de 7 pessoas. O primeiro concílio teve 9 pessoas. Fez desde então muitas coisas. Deus foi bom para essa igreja. Mas como tudo na vida, houve problemas também. Mas a igreja permaneceu!

    – Todos com quem eu falo sobre a igreja agem um pouco como Nicodemus: Como é possível começar de novo? Como voltar para a casinha? Deus vai fazer!

    – Jesus não jogou fora Nicodemus. Algo novo foi feito, a partir do que já havia.

  • Pregação 9/2 Noite

    Texto Jo 21:1-17

    Introdução:

    – Texto só presente só em João. Os outros evangelhos narram a ressurreição, mas João é o que dá mais detalhes sobre o tempo em que o Senhor permaneceu na terra após ressuscitar.

    – Esse texto faz ‘dobradinha’ com o texto de Lucas 24. É a mesma ideia, mas o foco um pouco diferente.

    – João relata Jesus revisitando algumas das atividades que havia feito com os discípulos. Mas ele não apenas repete o que já tinha feito. Ele traz coisas novas. É um pouco como vir ao culto no domingo, depois de ter vindo no domingo passado. É uma proposta de caminhada cristã.

    1 – Jesus refaz a pesca miraculosa

    – Em Lc 5 temos o relato de Jesus pregando no barco de Pedro. É passagem conhecida. Não haviam pescado nada, mas depois da palavra de Jesus, a rede se encheu de peixes. É um milagre que trouxe sustento e prosperidade, mas também apontava para o ministério dos discípulos. Eles seriam pescadores de homens.

    – dessa vez a situação é parecida. Tinha sido uma pesca infrutífera, mas debaixo da palavra de Jesus, ele lançaram novamente as redes, e pegaram 153 peixes grandes. Novamente Jesus mostrava que o sustento dos discípulos era algo com que Deus se importava.

    – Mas há diferenças… dessa vez a rede não rompe. E mais importante: os discípulos reconheceram que era o Senhor. Como é bom olhar para algo na igreja e ver que é Deus agindo! A Igreja é o lugar onde dizemos uns para os outros: É o Senhor!

    2 – Jesus refaz o partir do pão.

    – Na última ceia, em Jo 13, vemos Jesus querendo muito ter um momento com os discípulos. É quando ele estabelece a nova aliança. Mas é também quando Ele foi traído.

    – Dessa vez temos também uma ceia e o partir do pão, mas há diferenças: foi o Senhor que preparou, e não os discípulos. Dessa vez não há a tensão com a proximidade da cruz. Não era mais a última ceia: era a primeira de muitas outras.

    – A gente vem todo domingo à igreja porque sabemos que vamos ser recebidos, alimentados e somos desejados. Mas não só isso: nós mesmos trazemos os peixes que pescamos e juntamos com o que o Senhor já tinha. A igreja não é uma relação vertical: somos todos iguais aqui, e nós precisamos uns dos outros. É muito bom poder contribuir um pouco com o que Deus faz!

    3 – Jesus refaz o testemunho de Pedro.

    – também é passagem conhecida: Pedro nega a Cristo 3 vezes no cap. 18 de João. Ele achava que jamais deixaria Jesus. Achava que estava pronto para morrer por Cristo. Mas nem sempre as coisas saem do jeito que a gente quer.

    – Jesus pergunta a Pedro 3 vezes se ele o amava. Jesus não precisava ouvir… Ele sabia do coração de Pedro. Mas era Pedro que precisava falar!

    (Às vezes a gente quer lançar no rosto os erros das pessoas. Mas isso raramente ajuda. Não satisfaz o ofendido e não traz quem ofendeu ao arrependimento)

    – A Igreja é lugar de perdão. Aqui a gente pede perdão a Deus por nossas falhas e se ‘arruma’ por dentro. Mas também pede perdão aos irmãos também. Pedro tinha falhado. Era líder e não tinha honrado suas responsabilidades. Mas Deus criou um ambiente, o ambiente da igreja, no qual nos arrumamos uns com os outros também. Pedro agora podia olhar nos olhos dos outros e se sentir amado novamente.

    Conclusão

    – Gosto muito desse texto. Não é o Jesus das multidões aqui. É o Jesus da igreja. O Jesus que conhece os bastidores. O Jesus dos concílios! O Jesus sem maquiagem. O Jesus das horas difíceis. É o Jesus de quem está aprendendo a ter maturidade na vida cristã.

    – O texto não faz referência direta, mas como já falei, é uma proposta de igreja que temos aqui. Uma igreja que vai atrás de quem está meio desanimado. Que o Senhor é revelado nos cultos. Que servimos e somos servidos. E que perdoa e é perdoada. Não é a igreja do barulho. Não é a igreja que promete todo culto a melhor semana da sua vida. É a igreja que vai com você, o resto da sua vida.

    – João foi muito feliz em escolher como ‘acabar’ esse episódio. Ele termina com Jesus andando com os discípulos. Deus anda conosco!