Pregação 9/2 Noite

Texto Jo 21:1-17

Introdução:

– Texto só presente só em João. Os outros evangelhos narram a ressurreição, mas João é o que dá mais detalhes sobre o tempo em que o Senhor permaneceu na terra após ressuscitar.

– Esse texto faz ‘dobradinha’ com o texto de Lucas 24. É a mesma ideia, mas o foco um pouco diferente.

– João relata Jesus revisitando algumas das atividades que havia feito com os discípulos. Mas ele não apenas repete o que já tinha feito. Ele traz coisas novas. É um pouco como vir ao culto no domingo, depois de ter vindo no domingo passado. É uma proposta de caminhada cristã.

1 – Jesus refaz a pesca miraculosa

– Em Lc 5 temos o relato de Jesus pregando no barco de Pedro. É passagem conhecida. Não haviam pescado nada, mas depois da palavra de Jesus, a rede se encheu de peixes. É um milagre que trouxe sustento e prosperidade, mas também apontava para o ministério dos discípulos. Eles seriam pescadores de homens.

– dessa vez a situação é parecida. Tinha sido uma pesca infrutífera, mas debaixo da palavra de Jesus, ele lançaram novamente as redes, e pegaram 153 peixes grandes. Novamente Jesus mostrava que o sustento dos discípulos era algo com que Deus se importava.

– Mas há diferenças… dessa vez a rede não rompe. E mais importante: os discípulos reconheceram que era o Senhor. Como é bom olhar para algo na igreja e ver que é Deus agindo! A Igreja é o lugar onde dizemos uns para os outros: É o Senhor!

2 – Jesus refaz o partir do pão.

– Na última ceia, em Jo 13, vemos Jesus querendo muito ter um momento com os discípulos. É quando ele estabelece a nova aliança. Mas é também quando Ele foi traído.

– Dessa vez temos também uma ceia e o partir do pão, mas há diferenças: foi o Senhor que preparou, e não os discípulos. Dessa vez não há a tensão com a proximidade da cruz. Não era mais a última ceia: era a primeira de muitas outras.

– A gente vem todo domingo à igreja porque sabemos que vamos ser recebidos, alimentados e somos desejados. Mas não só isso: nós mesmos trazemos os peixes que pescamos e juntamos com o que o Senhor já tinha. A igreja não é uma relação vertical: somos todos iguais aqui, e nós precisamos uns dos outros. É muito bom poder contribuir um pouco com o que Deus faz!

3 – Jesus refaz o testemunho de Pedro.

– também é passagem conhecida: Pedro nega a Cristo 3 vezes no cap. 18 de João. Ele achava que jamais deixaria Jesus. Achava que estava pronto para morrer por Cristo. Mas nem sempre as coisas saem do jeito que a gente quer.

– Jesus pergunta a Pedro 3 vezes se ele o amava. Jesus não precisava ouvir… Ele sabia do coração de Pedro. Mas era Pedro que precisava falar!

(Às vezes a gente quer lançar no rosto os erros das pessoas. Mas isso raramente ajuda. Não satisfaz o ofendido e não traz quem ofendeu ao arrependimento)

– A Igreja é lugar de perdão. Aqui a gente pede perdão a Deus por nossas falhas e se ‘arruma’ por dentro. Mas também pede perdão aos irmãos também. Pedro tinha falhado. Era líder e não tinha honrado suas responsabilidades. Mas Deus criou um ambiente, o ambiente da igreja, no qual nos arrumamos uns com os outros também. Pedro agora podia olhar nos olhos dos outros e se sentir amado novamente.

Conclusão

– Gosto muito desse texto. Não é o Jesus das multidões aqui. É o Jesus da igreja. O Jesus que conhece os bastidores. O Jesus dos concílios! O Jesus sem maquiagem. O Jesus das horas difíceis. É o Jesus de quem está aprendendo a ter maturidade na vida cristã.

– O texto não faz referência direta, mas como já falei, é uma proposta de igreja que temos aqui. Uma igreja que vai atrás de quem está meio desanimado. Que o Senhor é revelado nos cultos. Que servimos e somos servidos. E que perdoa e é perdoada. Não é a igreja do barulho. Não é a igreja que promete todo culto a melhor semana da sua vida. É a igreja que vai com você, o resto da sua vida.

– João foi muito feliz em escolher como ‘acabar’ esse episódio. Ele termina com Jesus andando com os discípulos. Deus anda conosco!

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